O Mundo gira, gira e gira
Os ponteiros do relógio correm contra o tempo
As pessoas vão retrocedendo
De repente, tudo vira ilusão.
O que é real? O que é ser coerente?
O que são os sonhos? Fantasias?
As nuvens se abrem e o céu torna-se cinza
Raios caem retumbando nas casas.
Pessoas de terno e gravata escondem-se
Em meio ao seu mar verde de desprezo
Enquanto aqueles de chapéu de palha
Deixam cair uma lágrima. Justiça?
As crianças vão subindo uma a uma
Sendo acolhidas nos enormes braços
E em meio aquele turbilhão de coisas
Seus olhos contém o mesmo brilho doce da inocência.
O trem vem chegando na estação
Buscando os que têm muita estrada
Não precisa bagagem nem mesmo passagem
Os rios começam a secar
Os animais estão morrendo
E as árvores caem por terra
Mas ninguém realmente se importa
Apenas o solitário e singelo poeta
Que registra tudo o que ouve e vê
Suas últimas palavras, pedidos de socorro
Que são escritas com sangue e sacrifício.
O que o homem fez a si próprio?
Destruindo tudo o que Ele fez de bom
E usando suas criações para o mal
Agora, pagarão o preço alto pelo fim do mundo.
domingo, 1 de maio de 2011
sábado, 30 de abril de 2011
Apenas Palavras
Paga-se um preço muito caro
Por achar que as suas palavras
São muito mais do que palavras
Pensar que seus sentimentos escondidos
Estejam entranhados em palavras sem sentido
E que eu os consiga ler por entre os versos
Descobre-se que eles são o que são
E que na verdade nada foi feito para mim
Descobre-se que palavras são apenas palavras
E que o meu coração volta a sangrar
Por constatar que é pura ilusão da minha mente
Achar que eu poderia ser mais do que passado
Por achar que as suas palavras
São muito mais do que palavras
Pensar que seus sentimentos escondidos
Estejam entranhados em palavras sem sentido
E que eu os consiga ler por entre os versos
Descobre-se que eles são o que são
E que na verdade nada foi feito para mim
Descobre-se que palavras são apenas palavras
E que o meu coração volta a sangrar
Por constatar que é pura ilusão da minha mente
Achar que eu poderia ser mais do que passado
E morrer a cada verso lido e sofrido por você
Sabendo que é dedicado a outro e que não passo
De apenas um poema que você nunca leu.
Por Laris Neal
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Voltando a postar
Acasocídio
Escrito por Bruna Caroline.
As primeiras estrelas salpicavam
o céu invernal, onde a lua, amarela e baixa, brilhava sobre as cabeças das
pessoas como um móbile obsoleto no bercinho de um bebê crescido. Ignoravam, sem
culpa, aquela pintura da natureza. Mas não eu. A lua sempre foi, secretamente,
a minha segunda paixão. A primeira era aquela grande e pálida estrela que está
sempre ao norte (no meu caso). E, como tal, me hipnotizava de uma forma impar.
E foi ao atravessar a rua, admirando aquela bela lua, que tudo aconteceu.
Lembro-me vagamente de ter pensado, antes que meu pé tocasse o asfalto: “Hoje seria um belo dia para morrer”. E
segui. Enquanto atravessava, escutei aquela buzina prolongada de caminhão, como
se o próprio veículo gritasse, anunciando um possível acidente. Em seguida, o
chão se abriu aos meus pés, a noite esfriou brutalmente e ficou enevoada,
densa. E eu caí. Fui caindo e caindo, sem consciência de como e onde caía. E me
passou mil coisas pela cabeça. E eu só sabia que caía. E então, como se tivesse
pulado de bungee jump, subi muito rápido.
“Afasta!”, eu ouvi muito distante, enquanto sentia meu corpo
suspenso por uma corda elástica e invisível. E tornei a cair, aquele repuxo no
umbigo que gela o estomago me tomando de assalto. “Aumenta!”, eu já não distinguia se a voz pertencia a um homem ou a
uma mulher, apenas subia e descia como um ioiô humano, suspenso pelo único fio
que me ligava à vida. E desci de vez. O ultimo pensamento que lembro ter me
ocorrido quando isso aconteceu, foi: “Só
se é possível valorizar o que se tem exatamente quando se perde”. E me
arrependi de ter achado aquele um bom dia para morrer.
Também postado no Site Estronho
Canais:
Minicontos,
Morte,
Suspense
domingo, 7 de novembro de 2010
SEGREDO DO FUTURO
O segredo do futuro,
Pelo senhor do tempo foi revelado,
Nada de tão obscuro,
Talvez tão claro quanto o passado.
O segredo do futuro,
É uma chave
Que está em tuas mãos,
Abri-las e revelado lhe será então.
O segredo do futuro,
Que carreguei comigo em vão,
Por ti está revelado,
Agora que o tens em mãos.
Olhe em meus olhos,
Espalme sua mão em meu peito
E toque em meu coração,
Abra-o por total direito
E não dê ouvidos à razão.
Tens o segredo do futuro,
Do amor e da paixão,
O segredo do meu futuro,
Está seguro em tuas mãos.
Pelo senhor do tempo foi revelado,
Nada de tão obscuro,
Talvez tão claro quanto o passado.
O segredo do futuro,
É uma chave
Que está em tuas mãos,
Abri-las e revelado lhe será então.
O segredo do futuro,
Que carreguei comigo em vão,
Por ti está revelado,
Agora que o tens em mãos.
Olhe em meus olhos,
Espalme sua mão em meu peito
E toque em meu coração,
Abra-o por total direito
E não dê ouvidos à razão.
Tens o segredo do futuro,
Do amor e da paixão,
O segredo do meu futuro,
Está seguro em tuas mãos.
sábado, 6 de novembro de 2010
LOUCO DESEJO
Você quer muito me ver, mas não sabe chegar em mim
Você quer muito me ter, mas você não confia em mim
Você vê em meus olhos a formula da tua perdição
Seu corpo diz sim mesmo devendo dizer não
Sou seu veneno mais lento e mais gostoso
Sou seu pecado pra lá de prazeroso
Sou seus desejos reprimidos esperando a liberdade
Sou o beijo da volúpia, da luxuria e da saudade
Você me recusa querendo não querer
Você se recusa a me deixar ter você
Você enlouquece quando o seu paladar
Chama por meu gosto, anseia me provar
Louco desejo louco
Louco desejo que te consome aos poucos
Louca vontade de me devorar
Louco desejo o meu de querer te tocar
Rimas loucas entoam em meu coração
Desejando o pecado, o sabor da paixão
Quando será que será pra valer, saciar de vez a vontade de você!
Você quer muito me ter, mas você não confia em mim
Você vê em meus olhos a formula da tua perdição
Seu corpo diz sim mesmo devendo dizer não
Sou seu veneno mais lento e mais gostoso
Sou seu pecado pra lá de prazeroso
Sou seus desejos reprimidos esperando a liberdade
Sou o beijo da volúpia, da luxuria e da saudade
Você me recusa querendo não querer
Você se recusa a me deixar ter você
Você enlouquece quando o seu paladar
Chama por meu gosto, anseia me provar
Louco desejo louco
Louco desejo que te consome aos poucos
Louca vontade de me devorar
Louco desejo o meu de querer te tocar
Rimas loucas entoam em meu coração
Desejando o pecado, o sabor da paixão
Quando será que será pra valer, saciar de vez a vontade de você!
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
QUANDO ME PERDI?
O que eu fui fazer,
Perdendo meu tempo sem você,
Vagando espaços que não conheci.
O que eu fui fazer,
Enquanto você chorava e me abraçava,
Dizendo que me amava.
Por onde andei,
Quando me tomou em seus braços,
Prometendo que me protegeria.
Por onde andei,
Enquanto você se feria, e eu só assistia.
Por que mereço
Ter o prazer de sua companhia,
Quando só te faço querer a morte.
Por que mereço
Esse sorriso cheio de alegria,
Esse seu abraço forte.
Me magoa
Te ferir tão fundo,
E ver você retornar a mim.
Me magoa
Desejar a morte
Quando você é vida em mim.
Perdendo meu tempo sem você,
Vagando espaços que não conheci.
O que eu fui fazer,
Enquanto você chorava e me abraçava,
Dizendo que me amava.
Por onde andei,
Quando me tomou em seus braços,
Prometendo que me protegeria.
Por onde andei,
Enquanto você se feria, e eu só assistia.
Por que mereço
Ter o prazer de sua companhia,
Quando só te faço querer a morte.
Por que mereço
Esse sorriso cheio de alegria,
Esse seu abraço forte.
Me magoa
Te ferir tão fundo,
E ver você retornar a mim.
Me magoa
Desejar a morte
Quando você é vida em mim.
Canais:
Nostalgia,
Poesias,
Sofrimento,
Solidão
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
NAUFRÁGIO
Em seus olhos encontrei,
O mais profundo mar,
E mesmo em segura caravela,
Eu temi por naufragar.
O medo do ser humano,
Faz seu pior pesadelo
Ou melhor sonho se realizar,
Quando dei por mim
Já não tinha como voltar.
Fundo cheguei,
Ao fundo me deixei levar,
A sua alma toquei
E foi em seu doce olhar,
Que sem palavras, encontrei,
Um modo de te ouvir falar.
Bastou segurar-me pelas mãos,
Me manter cativa no mar,
Fazer com que perdesse meu chão,
E não temesse me afogar,
E acordando desta ilusão,
Ao seu lado estava
A te amar.
O mais profundo mar,
E mesmo em segura caravela,
Eu temi por naufragar.
O medo do ser humano,
Faz seu pior pesadelo
Ou melhor sonho se realizar,
Quando dei por mim
Já não tinha como voltar.
Fundo cheguei,
Ao fundo me deixei levar,
A sua alma toquei
E foi em seu doce olhar,
Que sem palavras, encontrei,
Um modo de te ouvir falar.
Bastou segurar-me pelas mãos,
Me manter cativa no mar,
Fazer com que perdesse meu chão,
E não temesse me afogar,
E acordando desta ilusão,
Ao seu lado estava
A te amar.
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